quarta-feira, 21 de março de 2007

 

CAMILO CASTELO BRANCO

NOTAS BIOGRÁFICAS
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu em Lisboa, a 16 de Março de 1825, ficando órfão de tenra idade. Sua mãe morreu não tinha ele ainda dois anos, seu pai ainda ele não completara dez.
De Lisboa, o conselho de família envia-o para Trás-os-Montes (1835). Em Vila Real desabrocha-lhe a vagabundagem que até morrer o acompanha e só o faz estar bem onde ele não está. Vem de Vila Real a Lisboa, volta a Vila Real, não está bem ali, vai para Vilarinho da Samardã, onde conheceu o seu primeiro amor, e, depois de ter novamente voltado a Lisboa e tornado a Vila Real, recolhe-se a Friúme, onde casa a 18 de Agosto de 1841, com Joaquina Pereira.
Enviúva, incompatibiliza-se com o meio em que vive. Estamos em 1850, e num baile da Assembleia ele encontra pela primeira vez a sua mulher fatal. Chamava-se Ana Augusta Plácido. Lisboa era o exílio e ei-lo novamente no Porto com o propósito de ser padre. Matricula-se no seminário, o que não o impede de dar largas ao seu feitio brigão.
Em 1858, no mesmo ano em que Alexandre Herculano o faz eleger sócio da Academia Real das Ciências, D. Ana cede finalmente ao seu amor, após sete anos de torturas e desejos. D. Ana foge do lar com um filho do marido nos braços e vai viver com Camilo que a traz para Lisboa. Voltam ao Porto, Pinheiro Alves processa-os, D. Ana é presa, Camilo evade-se e anda a monte por Samardã, Guimarães, Vila Real, até que volta a entregar-se à prisão. Entra na cadeia a 1 de Outubro de 1860 e ali se conserva até 16 de Outubro de 1861, data em que foram absolvidos. Então começa a viver em comum com a mulher amada. A casa de S. Miguel de Ceide, foi o seu refúgio. Ali escreveu o melhor da sua obra, ali recebeu a visita de Castilho, ali amou, ali sofreu.
Chega a 1878. Foi neste ano que ele sofreu o desastre de caminho-de-ferro entre S. Romão e Ermesinde e lhe começou a faltar a luz dos olhos.
Até que em 1890, aos sessenta e cinco anos, desenganado de que a cegueira não tinha cura, mete um tiro num ouvido e morre passadas algumas horas. Repousa no cemitério da Lapa, no Porto, no jazigo de Freitas Fortuna.
Assim foi Camilo Castelo Branco na visão de Albino Forjaz de Sampaio (in Col. Patrícia).

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"OS MEUS AMIGOS"

"Amigos cento e dez e talvez mais
Eu já contei! Vaidades que eu sentia!
Pensei que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.

Amigos cento e dez, tão serviçais,
Tão Zelosos das leis da cortesia,
Que eu, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.

Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez houve um (somente)
Que não desfez os laços quase rotos.

-Que vamos nós (diziam) lá fazer?...
Se ele está cego, não nos pode ver...
Que cento e nove impávidos marotos!"

Um abraço
 
É uma boa visão.
Deixo um abraço.
 
Camilo, o escritor das tragédias. É esta ideia que dele me ficou desde os tempos de estudante.
Um dos grandes vultos da nossa literatura.

Um abraço
 
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