sábado, 24 de fevereiro de 2007

 

A destruição de CARTAGO

Carta encontrada entre os papéis de Catão

"Minha muito querida esposa.
Talvez eu nunca vos chegue a enviar esta carta, mas escrevo-a para tranquilizar o meu espírito inquieto. Aqui tem sido um pandemónio, com os senadores a irem e a virem o dia inteiro, e ontem também, fechados juntamente com Catão, discutindo as coisas em voz abafada mas muito séria.
Catão acaba de sair. Vai estar ausente pelo menos um mês, disse, para tratar de assuntos dele. Mas quando ia a sair, chegou um correio. Ele leu o despacho. O conteúdo interessou-o grandemente e quando terminou ficou sentando, absorto, por algum tempo. Depois levantou-se para partir. O despacho estava em cima da mesa. A última coisa que fez foi atirá-lo para o braseiro, que ardia em fogo lento.
Talvez eu não devesse tê-lo retirado das chamas. Mas fi-lo e li-o antes de o repor no braseiro para ser queimado. Era de Mastanabaal. Grande Súfete de Cartago, para Catão, Flaco e o Senado de Roma. Insistia em que o incêndio de uma galera romana no porto de Siracusa não foi trabalho de mãos cartaginesas. Pedia permissão para que uma legação de Cartago viesse até Roma e garantia ao Senado e ao Povo que Cartago procura a paz, não a guerra.
Catão devia pelo menos deixar os colegas lerem isto.
Se eu falar, estarei desgraçado e vós também. Mas será esse o preço que tenho que pagar pela justiça? O que hei-de fazer?"
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Este texto, extraído do livro CARTAGO, escrito por Ross Leckie, não pode deixar de levantar algumas interrogações.
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Quantas guerras, onde se perderam milhares de vidas, se não forjaram a partir de ofensas simuladas?
Quantos conflitos poderiam ter sido evitados se a prepotência e ganância dos poderosos não recusasse a defesa aos mais fracos?

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Comentários:
Obrigado! Mas creio que é um tanto exagerado e, certamente, dispensável.

Um abraço
 
Muito bem, sim senhor.
 
Olá,
“ Somos a ponte para a eternidade,
Formando um arco sobre o mar,
Procurando aventuras para nosso regozijo,
Vivendo mistérios, optando por calamidades,
Triunfos, desafios, apostas impossíveis,
Pondo-nos à prova uma e outra vez,
Aprendendo amar.”
Excerto de “Richard Bach”

É com esta força que renasço todos os dias, para continuar a minha caminhada...
Espero que gostem deste pequeno presente.
Beijinhos, que a escrita nos una!
Conceição Bernardino
25-02-07
http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com
 
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