quinta-feira, 11 de novembro de 2010

 

Império Latino do Oriente

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Criado pelos cruzados, após a destruição de Constantinopla, em 1204, o Império Latino do Oriente durou até 1261, data em que o exército grego do Império de Niceia, comandado por Aleixo Stragopulos, reconquistou a cidade.
A sua fundação, resultante da partilha dos despojos de Bizâncio, deu origem à divisão do território em feudos, processo que beneficiou principalmente Balduíno, conde de Flandres, que em Maio de 1204 era proclamado imperador, recebendo um quarto da cidade e vastas regiões do antigo império.
Os restantes territórios seriam partilhados por venezianos e cruzados.
Enquanto os primeiros se fixaram sobretudo nas ilhas e zonas costeiras propícias ao comércio, os cruzados estabeleceram os seus feudos na Trácia, em Atenas e no Peloponeso.

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sexta-feira, 19 de março de 2010

 

Borgonha

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Situada no coração da França, a Borgonha é considerada uma das províncias mais ricas do país, sendo conhecida pelo vinho, pela comida e pela arquitectura.
Com capital em Dijon, é uma região histórica do Leste da França, tendo sido condado feudal entre 934 e 1361 e ducado de 1363 até 1477, data em que foi recuperada pela coroa francesa.
Na época em que foi governada pelos duques de Valois, Borgonha chegou a ser a maior rival da França. A dinastia durou cerca de um século e teve início em 1364.
O ducado de Borgonha foi atribuído a Filipe pelo pai, o rei francês João II, e através do casamento com Margarida da Flandres, a região estendeu-se até ao Mar do Norte.
Durante o século XVI esteve sob a alçada de governadores nomeados pelo rei francês, mas uma parte da Borgonha ainda lutou pela independência de Paris, sendo província do Império Romano até 1674, data em que foi anexada por Luís XV.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

 

Miguel Cervantes

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Um dos nomes maiores da literatura mundial.
Miguel de Cervantes nasceu em Alacá de Henares, corria o ano de 1547. Filho de um médico de poucas posses, não teve possibilidade de prosseguir os estudos de forma regular, mas foi sempre evidente o gosto que nutria pela leitura e pela escrita. Em 1568, compôs alguns versos, muito embora tenha sido nesta altura que deciciu dedicar-se à carreira militar.
Partiu para Roma em 1569 e no ano seguinte viajou, como soldado, por toda a Itália, conseguindo dar seguimento, também, aos estudos literários.
Foi então que Cervantes se confrontou com a grande preocupação da época: o avanço otomano sobre o mundo ocidental.
Em 1570 alistou-se como soldado do Regimento de Infantaria do Exército espanhol, estacionado em Nápoles. Durante um ano manteve-se no serviço activo. Em meados de Setembro de 1571, embarcou na frota, comandada por D. João da Áustria, destinada a enfrentar os turcos. Foi assim que o escritor/soldado se viu, poucos dias depois, a combater na Batalha de Lepanto. Durante o conflito, consta, terá estado com febre, mas, apesar de debilitado, recusou-se a ficar para trás e avançou, ao lado dos companheiros, para a luta. Foi alvejado duas vezes no peito e uma vez na mão esquerda, que ficou incapacitada para sempre. Esteve ao lado dos vencedores e tornou-se ele próprio um vencedor. O seu contributo foi motivo de orgulho para o resto da vida.
Depois de ter participado noutras campanhas, conseguiu uma dispensa e partiu para Espanha, em 1575. Nessa viagem de regresso, enfrentou corsários, que atacaram o navio em que seguia, e foi feito prisioneiro, tendo sido levado para Argel, onde ficou cinco anos. Regressou em 1580 ao seu país, dedicando-se então à produção literária, que o imortalizou.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

 

Independência da Holanda

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O império espanhol, no ano de 1572, incluía os Países Baixos (Bélgica e Holanda actuais) na sua lista de territórios.
Insatisfeitos com os desígnios espanhóis na região e contra a intenção de Filipe II de os governar a partir de Espanha, os holandeses revoltaram-se. Guilherme de Orange foi o cabecilha qur organizou a guerrilha. Naquele ano, os Pobres do Mar, nome dado aos marinheiros rebeldes, atacaram e conquistaram o porto de Brill, detido até então pelos espanhóis.
A revolta não ficou por aí. Durou anos a fio e era inflamada pelo facto do protestantismo, dominante nos Países Baixos, nunca ter sido entendido e tolerado por Espanha, pois as tropas de Filipe II promoviam e defendiam o catolicismo, religião oficial de Espanha.
Após o assassinato de Guilherme, em 1584, foi ao seu filho Maurício que coube dar resposta aos espanhóis, que venceu na Batalha de Turnhout.
Em 1609, os espanhóis concederam 12 anos de tréguas aos Países Baixos. O reconhecimento da independência só surgiu, contudo, em 1648, com a Paz de Westefália.

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terça-feira, 14 de julho de 2009

 

Soldado "Milhões"

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Aníbal Augusto Milhais, conhecido como «soldado Milhões», nasceu em Murça, a 9 de Julho de 1895.
Oriundo de uma família de agricultores, é nos trabalho do campo que se torna, humilde mas robusto.
Foi em Murça que, cumprindo o serviço militar, deixou perceber a sua perícia no manuseamento de metralhadoras. Em 23 de Maio de 1917, partiu para França para, integrado no Corpo Expedicionário Português, combater na I Guerra Mundial.
É o símbolo do heroísmo português, pelo seu comportamento, em 9 de Abril de 1918, na batalha de La Lys.
Num campo de batalha onde pouco já se podia fazer, o soldado «Milhões» ergueu a sua "menina" (forma como tratava a metralhadora) e começou a disparar sobre os alemães, provocando grande número de baixas. Conseguiu, deste modo, possibilitar a retirada de grande parte das tropas portuguesas, encurraladas. Também ele esgotado, consegui aguentar-se, ainda assim, em vigia, num canal em Huit Maisons.
Tornou-se uma figura mítica da História de Portugal.
O epíteto de «Milhões» terá origem no elogio do seu comandante, Ferreira do Amaral, que terá dito, após a batalha: "Tens o nome de Milhais, mas vales Milhões".
Foi condecorado com a «Torre e Espada» a mais alta condecoração nacional, e também com a «Cruz de Guerra de 1ª Classe».
Faleceu em Murça, em 3 de Junho de 1970.

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quinta-feira, 12 de março de 2009

 

Paralelo 38

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Separando as Coreia do Sul e Coreia do Norte, o paralelo 38 é a divisão artificial de países mais conhecida nas últimas décadas.
Face ao desenlace da II Guerra Mundial, esta linha imaginária foi traçada pelos especialistas militares norte-americanos, durante a conferência de Potsdam em 1945, para demarcar as futuras zonas de influência, tendo em conta que a União Soviética obteve a rendição japonesa no norte da Coreia e os Estados Unidos no sul da península.
Com esta demarcação, cada uma das novas superpotências ficou a saber até onde podia avançar.
Embora a linha divisória ficasse entendida como um marco temporário, apenas, tendo em vista a posterior unificação do país, a verdade é que a «guerra fria» levou a que nunca mais deixasse de ser uma fronteira.
A exemplo do que havia feito já na Alemanha, a União Soviética instalou, no Norte, um regime comunista, liderado por Kim Il Sung, apoiado também pela China.
No Sul, depois de terminar o prazo em que administraram o território, os Estados Unidos colocaram no poder Syngman Rhee, um homem da sua inteira confiança.
Depois de três anos de guerra e mais de meio século de paz instável, o paralelo 38 mantem-se como um dos locais mais perigosos do planeta, vigiado por dezenas de milhar de soldados, de ambos os lados. Apesar da imensa zona de cessar-fogo que o caracteriza, é a mais duradoura frente de batalha permanente que alguma vez existiu.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

 

OPERAÇÃO LEÃO MARINHO

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As intenções de Hitler face à Inglaterra, durante a II Guerra Mundial, para além de passarem pela vontade de destruir a aviação britânica, também revelavam o sonho de invasão, o que se traduziu na montagem da «Operação Leão Marinho». Assentava num plano de desembarcar na costa sul de Inglaterra um forte contingente alemão, que aniquilaria o exército inglês e que, com isso levaria à rendição da Inglaterra.
Hitler autorizou os planos para «Operação Leão Marinho» a 2 de Julho de 1940. Contudo, para os navios germânicos, não era tarefa fácil atravessar o Canal da Mancha, zona marítima dominada pela Inglaterra. A necessidade de atingir os britânicos por mar tornava-se mais difícil porque os alemães não conseguiam vencê-los no ar.
Apesar de Hermann Goering ter prometido a superioridade das suas aeronaves, não era isso que se veriicava.
Perante tal realidade, Hitler deciciu, em meados de Setembro de 1940, adiar a «Operação Leão Marinho», ou seja, a invasão da Inglaterra.
Face às dificuldades e à necessidade de os nazis voltarem as suas atenções para a URSS, o projecto acabaria por ser definitivamente abandonado.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

 

BATALHA DE BELCHITE

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Um dos primeiros grandes combates na Guerra Civil de Espanha teve lugar em Belchite, na região de Aragão.
Em Junho de 1937, um corpo numeroso do Exército Republicano tomou a iniciativa de recuperar a cidade de Bilbau, que se encontrava controlada pelos franquistas.
A 25 de Agosto, a ofensiva incidiu sobre a pequena povoação de Belchite, situada a 40 Klms de Saragoça. A batalha acabou por se traduzir numa luta casa a casa, que destruiu completamente o pequeno burgo e provocou cerca de seis mil mortos. Nela estiveram envolvidos muitos norte-americanos, integrados na Brigada Internacional, que se notabilizaram no controlo de pontos estratégicos, como a igreja, e na anulação de muitos snipers que fizeram um grande número de vítimas.
A iniciativa republicana gorou-se, por completo, e nem Saragoça nem Bilbau mudaram de mãos.
Quando a guerra terminou, como forma de poder mostrar toda a violência da mesma, foi decidido não reconstruir a localidade, optando-se por criar um novo burgo nas proximidades, com o mesmo nome, e aí alojar os sobreviventes.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

 

D. JOÃO IV - «O Restaurador»

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Filho de D. Teodósio, 7º Duque de Bragança, e de D. Ana de Velasco, nasceu em Vila Viçosa, a 19 de Março de 1604.
Sucedeu a seu pai, como 8º Duque de Bragança, em 29 de Novembro de 1630. Os seus títulos de nobreza, porém, não se ficaram pela casa e ducado de Bragança. Foi, também, 3º Duque de Barcelos e 5º Duque de Guimarães.
A 12 de Janeiro de 1633, casou em Elvas com D. Luísa Francisca de Gusmão, filha do duque de Medina-Sidónia.
O descontentamento dos portugueses pela ocupação filipina do trono, representado pela duquesa de Mântua e a revolta contra o governo presidido por Miguel de Vasconcelos, fazem com que D. João surja, cada vez mais, como legítimo candidato à coroa.
Apesar de, a partir de 1636, observar atentamente os movimentos que surgem e cada vez mais se definem, D. João mantém uma atitude aparentemente neutral que lhe permite iludir as naturais suspeitas da corte de Madrid e da duquesa de Mântua.
Contudo, o processo estava em marcha e não haveria recuo.
De 12 a 21 de Novembro de 1640, com João Pinto Ribeiro, representante dos conjurados, D. João ultima os preparativos secretos do golpe do 1º de Dezembro de 1640, que haveria de levar à expulsão da duquesa de Mântua, determinar o fim de Miguel de Vasconcelos, restaurar a independência de Portugal e conduzi-lo ao trono, aclamado por todo o povo.
É a «Restauração» do trono e da soberania de Portugal, como país independente, que celebramos hoje, 368 anos depois da acção dos conjurados.

Viva Portugal!

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